Entrevista com Izabel Alvares, vencedora do 2° Masterchef Brasil

Ela venceu a 2ª temporada do MasterChef Brasil, o que já é um desafio e tanto. Mas de lá para cá Izabel Alvares também chamou a atenção por outro feito surpreendente: ela emagreceu 35 quilos. Ainda durante o programa, que terminou em setembro de 2015, a cozinheira descobriu que tinha Psoríase, uma doença inflamatória e autoimune da pele. Em busca de alternativas para o tratamento ela encontrou na alimentação uma importante parceira, pois o consumo de alimentos anti-inflamatórios é indicado em diversos artigos que discutem a enfermidade.

Dentro desse caminho ela decidiu seguir a linha low carb, uma dieta com pouca ou nenhuma ingestão de carboidratos e onde ganham força alimentos ricos em proteínas e gorduras. O novo hábito alimentar, além de controlar a doença, que não manifesta nenhuma crise há mais de um ano, contribuiu para a perda de peso, um desejo antigo da vencedora do MasterChef.

Cortar os carboidratos da alimentação não é uma tarefa fácil. Quem não gosta de comer um pão, um macarrão ou aquela pizza? Para Izabel não foi diferente. Durante os primeiros momentos da dieta ela teve que abolir as massas, um dos seus pratos preferidos. “Hoje como uma vez por semana, geralmente aos finais de semana, mas durante o emagrecimento foi difícil. Não substituí por nada, até porque não há nada que substitua uma boa massa”, diz ela com bom humor.

Além da mudança alimentar ela vem colhendo outros frutos desde a vitória na final do 2° MasterChef Brasil. Izabel aproveitou um dos prêmios do programa, o curso na Le Cordon Bleu, tradicional graduação de gastronomia em Paris, para aperfeiçoar o seu talento na cozinha e aprender técnicas profissionais. O tempo na França também foi fundamental para que ela tirasse o seu projeto do papel, a Magrela.

Logo que emagreci as pessoas começaram a me perguntar tudo sobre a minha dieta. A Magrela começou como um website para ajudar os outros, mas percebi que poderia investir e transformar o projeto em algo profissional. Falta comida saudável de qualidade e de fácil acesso no Brasil”, conta a chef.

No site da Magrela os visitantes conhecem os ingredientes e o passo a passo do preparo de receitas doces e salgadas criadas pela cozinheira, que seguem sempre o conceito low carb. Ela também vende as criações e entrega aos clientes. “Vendemos 800 produtos por mês por enquanto. Tudo artesanal e feito por mim em casa”, afirma Izabel. O próximo objetivo é migrar para uma cozinha profissional e chegar aos supermercados e mercearias para oferecer uma boa alimentação ao maior número possível de pessoas.

Pão nuvem, bolo de laranja, chips de coco, iogurte e ghee são vendidos pela Magrela


Confira abaixo uma entrevista exclusiva com a chef e conheça um pouco mais sobre ela, a Magrela e as receitas low carb.

Quando você decidiu que seguiria o conceito Low Carb?
Quando fui pesquisar sobre uma doença autoimune chamada Psoríase. Eu descobri que tinha durante o programa (MasterChef) e li muitos artigos que citam a alimentação anti-inflamatória como alternativa de tratamento. Como já queria emagrecer, acabei seguindo o caminho da low carb e recebendo dois benefícios: emagreci e controlei a doença, pois não tenho uma crise há mais de um ano.

O que foi mais difícil desde então?
Entender o novo corpo. Não consigo relaxar muito, pois estou o tempo todo de olho na balança. Fico um pouco neurótica, confesso, mas esse período pós-emagrecimento é mais complicado que a própria dieta em si. Manter o peso é muito difícil. Agora, pelo menos, a low carb não é bem uma dieta e sim um estilo de vida. Isso ajuda a não sair dos trilhos.

Tem algo que você gosta muito de comer, mas teve que deixar de lado?
Massas, sem dúvida.

O que você faz para suprir essa ausência?
Hoje como uma vez por semana, geralmente aos finais de semana, mas durante o emagrecimento foi difícil. Não substituí por nada, até porque não há nada que substitua uma boa massa!

A Magrela tem algumas receitas bem diferentes como o brigadeiro de colher com base de chuchu. Qual o maior desafio em montar um prato tão diferente? E como incentivar as pessoas a provarem?
Minha ideia é que as pessoas comam bem. Não tenham a impressão de estarem comendo comida de dieta. Então, meu maior desafio é trazer pratos com sabor de verdade, não tem enganação! Ao mesmo tempo, a forma como comunico os pratos com as fotos e os vídeos estimula a galera a provar.

Brigadeiro de colher com base de chuchu


Muita gente acha que uma comida mais saudável é uma comida com menos sabor. Quais são os segredos para montar um prato gostoso e saudável?
Na low carb é um pouco mais fácil, pois podemos consumir gordura, e não há nada que valorize mais o sabor de um alimento do que gordura. Um bom azeite, manteiga ou um óleo de qualidade fazem toda a diferença.

Quais são os três ingredientes que não podem faltar no seu dia a dia?
Ovo, queijo e abóbora.

Falando sobre a Magrela. Como surgiu a ideia de montar o projeto?
Logo que emagreci as pessoas começaram a me perguntar tudo sobre a minha dieta. A Magrela começou como um website para ajudar os outros, mas percebi que poderia investir e transformar o projeto em algo profissional. Falta comida saudável de qualidade e de fácil acesso no Brasil. Minha ideia é chegar aos supermercados e mercearias, ou seja, o mais próximo possível das pessoas para que elas tenham acesso à boa alimentação em qualquer lugar.

Quantos produtos você vende por mês e qual é o feedback que você tem dos seus clientes?
Vendemos 800 produtos por mês por enquanto. Tudo artesanal e feito por mim em casa. O feedback é o melhor possível. Vamos ampliar ainda esse ano e migrar para uma cozinha profissional.

Todos os produtos são feitos na sua casa? Quantas pessoas te ajudam no projeto?
Sim! Por enquanto tenho dois assistentes e até o fim do ano seremos em cinco.

Qual foi a importância do curso da Le Cordon Bleu para a concepção da Magrela e do seu novo estilo de vida?
A Cordon Bleu me abriu os olhos pra técnicas de trabalho profissionais. Ter base é muito importante! Aproveitei o tempo em Paris também para pensar e elaborar o projeto com calma. Foi muito importante para mim, pessoalmente falando.

Quais as dicas que você dá para quem quer melhorar o hábito alimentar?
Escolher um caminho real: coma coisas que você gosta e vá devagar, sem radicalismo. Teste seus caminhos. Às vezes, o que é bom pra um não é bom para o outro. E seja disciplinado. Renato Russo já dizia: “disciplina é liberdade”. Esse é meu mantra. Me esforço pra colher os frutos depois.

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