Sim, a Copa das Copas foi aqui!

foto_copa_do_mundo_2014“A Copa das Copas”, “a melhor Copa do Mundo de todos os tempos” e outras expressões já foram e continuarão a ser utilizadas para definir a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Realmente, o evento foi um sucesso por tudo que aconteceu no país, dentro e fora de campo (deixando de lado a performance da Seleção Brasileira, é claro).

Se antes do evento pairavam dúvidas sobre questões como segurança e infraestrutura, ficou claro que o Brasil tem capacidade para organizar um grandioso evento como este. Os problemas ocorreram e sempre vão ocorrer, seja no Brasil, na Alemanha ou em qualquer outro país, mas o resultado final foi muito mais do que satisfatório, ao menos para os estrangeiros.

Segundo um levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), 83% dos turistas consideram que a visita ao país atendeu plenamente ou superou as expectativas. Além disso, 95% dos 6.627 estrangeiros entrevistados afirmaram que pretendem voltar ao Brasil. O levantamento também entrevistou 6.038 brasileiros.

Sucesso dentro de campo
Se a Seleção Brasileira não foi tão bem como todos esperavam, não podemos dizer o mesmo do desempenho geral da Copa. Nada menos do que 171 gols, igualando o recorde da Copa do Mundo na França de 1998. Com uma média de 2,67 gols por partida, foram alocados nada menos do que 3.141.908 ingressos, sendo 64% para brasileiros e 36% para os estrangeiros.

Estados Unidos (203.964), Argentina (63.128), Alemanha (60.991) e Inglaterra (58.690) foram os países que completaram o “Top 5” na compra de ingressos. No topo da lista estão os brasileiros, com 1.624.294 ingressos adquiridos. Tudo isso contribuiu para que nada menos do que 3.429.873 pessoas comparecessem aos estádios, atingindo o segundo melhor número da história, atrás apenas da Copa do Mundo de 1994, realizada nos EUA.

A ótima performance dentro de campo com certeza influenciou para que a “Copa das Copas” também se tornasse o maior evento na história da Internet, ultrapassando 3 bilhões de interações nas redes sociais. Para se ter uma ideia, somente a final entre Alemanha e Argentina registrou um tráfego de dados equivalente a 2,6 milhões de fotos, de acordo com o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia (SindiTelebrasil).

Investimentos e retornos
Segundo o balanço oficial feito pelo Governo Federal antes do início da competição, foram investidos cerca de R$ 25,6 bilhões em obras para o torneio, sendo que 83,6% saíram dos cofres públicos, ou seja, apenas R$ 4,2 bilhões foram injetados pela iniciativa privada.

Dentro desses gastos, transporte e aeroportos equivalem a 60,1% do total, sendo R$ 8,6 bilhões investidos em transporte terrestre e R$ 6,8 bilhões no aéreo. As obras de construção e reformas dos 12 estádios utilizados no Mundial representaram o terceiro grande investimento, com 27,7% do total (correspondente a R$ 7,09 bilhões). Portos (2,6%) e infraestrutura de telecomunicações (1,4%) também fazem parte do legado que fica com o país após o término do torneio.

Em relação aos retornos, a Copa do Mundo deve somar cerca de R$ 30 bilhões à economia brasileira, é o que indica outra pesquisa do Fipe, encomendada pelo Ministério do Turismo. A projeção foi feita de acordo com um estudo sobre o impacto econômico que a Copa das Confederações teve na economia nacional. O evento de 2013 trouxe R$ 9,7 bilhões ao país.

O estudo analisa impactos iniciais, diretos, indiretos e induzidos na economia. Para isso, calculam-se os investimentos privados e públicos em infraestrutura (R$ 9,1 bilhões), gastos dos turistas nacionais (R$ 346 milhões) e estrangeiros (R$ 102 milhões), além dos investimentos feitos pelo Comitê Organizador Local (COL), avaliados em R$ 311 milhões.

Somente no Rio de Janeiro, por exemplo, estiveram 886 mil turistas, movimentando, aproximadamente, R$ 4,4 bilhões. Ao todo, 471 mil estrangeiros e cerca de 415 mil brasileiros visitaram a cidade, com um gasto médio de R$ 639,52 por dia e uma permanência média de nove dias na capital carioca.

Além do turismo, outros setores da economia também foram beneficiados. De acordo com Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, foram vendidos 16.100 chips de celular para estrangeiros e houve um aumento de 60% nas vendas de aparelhos de televisão, com um total de oito milhões de televisores comercializados no mês de junho.

O futuro do “País do Futebol”
A Copa foi um sucesso, mas ela acabou. Agora devemos questionar e cobrar sobre o que será feito com alguns estádios construídos para o Mundial, como os de Brasília e o de Manaus, entre outros. Acompanhar o que será feito com todo esse retorno financeiro que o país tem e terá nos próximos meses e, também, saber o que acontecerão com os 29.208 clubes registrados no país, responsáveis por 13,3 milhões de jogadores, sendo que 11,2 milhões deles não são nem ao menos registrados profissionalmente. O que nos resta saber é quando nós vamos nos tornar de verdade o “País do Futebol”. Não há momento melhor para que Federações, CBF e Bom Senso, juntos com patrocinadores e televisões, movimentem-se e façam, do nosso esporte favorito, uma modalidade um pouco mais justa, um pouco menos desigual.

Foto: Ricardo Stuckert/ CBF

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