Onde está o plano de mobilidade?

Vamos analisar dados:

Tarifas do metrô pelo mundo:
Madri R$ 4,74 | Nova York: R$ 4,56 | Paris: | Tóquio: R$ 3,50 | Rio de Janeiro: R$ 3,50 | São Paulo: 3,20 | Santiago: R$ 2,44 | Buenos Aires: R$ 1,05

Extensão das linhas de metrô pelo mundo:
Xangai: 420 km | Nova York: 418 km | Londres: 408 km | Tóquio: 292 km | Seul: 286 km | Paris: 212 km | Cidade do México: 202 km | Santiago: 94,2 km | São Paulo: 74,3 km

Estruturas cicloviárias pelo mundo:
Berlim: 750 km | Nova York: 675 km | Amsterdã: 400 km | Paris: 394 km | Bogotá: 359 | Copenhague: 350 km | Rio de Janeiro: 240 km | São Paulo: 35,7 km

Populações (considerando apenas a cidade e não toda a região metropolitana):
Nova York: 8,3 milhões | Cidade do México: 8 milhões | Xangai: 13,8 milhões | São Paulo: 11 milhões | Seul: 10,4 milhões | Tóquio: 12,9 milhões

Densidade (número de habitantes por quilômetro de metrô):
São Paulo: 148.048 | Tóquio: 44.178 | Cidade do México: 39.603 | Seul: 36.363 | Xangai: 32.857 | Nova York: 19.856

Dias úteis: média de 3,7 milhões de usuários em São Paulo | Densidade (habitantes por quilômetro quadrado de metrô): 49.798

Conclusão:

A discussão passa muito além dos 20 centavos (óbvio). Está na falta de ciclovias e de quilômetros nas linhas de metrô e no excesso de carros: há 7.448.510 de automóveis na cidade, segundo o Detran/SP (maio de 2013).

São Paulo possui uma média de habitantes por quilômetro de linha de metrô maior do que as médias de Tóquio, Cidade do México, Seul e Nova York juntas! Olhando a média anual de picos de trânsito, chegamos a 85 km pela manhã e 120 km a tarde.

O problema não está só no metrô, nos carros, nos ônibus etc. Está na falta de um plano de mobilidade urbana bem elaborado, com opções para todos os tipos possíveis e imagináveis de transporte. Acredito que poderiam trocar o slogan “Se a tarifa não baixar, a cidade vai parar”, pois do jeito que estamos, São Paulo irá parar sozinha daqui a pouco. Não vou discutir o modo como está sendo feito o protesto, apenas constatei pontos baseados em dados.

“Não há soluções mágicas. As cidades precisam ser mais pensadas e planejadas, papel que os governos deveriam incorporar no lugar de ficar se metendo onde só atrapalham. Enfatizo dois pontos-chave. Um deles é o investimento maciço em transporte público”. Edward Glaeser, professor da Universidade Harvard.

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